Transporte de Remédios

Você sabe como é feito o transporte de remédios? Geralmente esses produtos são bastante sensíveis à temperatura, umidade e luz. Esses remédios costumam percorrer um longo trajeto até chegar aos hospitais e farmácias de todo o Brasil. Fazer o transporte de remédios, embora pareça, não é tão simples assim. Isso porque se houver alguma falha no processo pode comprometer a eficácia do produto e causar problemas de saúde aos consumidores. Sendo assim, para manter a qualidade, integridade e as propriedades dos medicamentos, as empresas estão mais atentas ao sistema de armazenamento, manuseio e transporte especiais. Desde a embalagem ao tempo de viagem, tudo é calculado e pensado de forma estratégica, respeitando as características e necessidades dos produtos. Para controlar a temperatura, por exemplo, é necessário investir em termômetros e higrômetros em todos os locais onde o medicamento estará presente, isso inclui a área de estocagem, geladeiras e nos veículos responsáveis pelo transporte desses remédios. É preciso ainda que seja realizado um monitoramento constante, a fim de evitar a perda de calor – ou o seu excesso.

Transporte de Remédios

Leis e o transporte de remédios

Hoje em dia, não há uma lei específica que regulamenta o transporte de remédios. Ainda assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conta com algumas normas que devem ser cumpridas, sob pena de multa.

Para assegurar sistemas cada vez mais eficazes e otimizados, o órgão elaborou um manual de “boas práticas”, com o objetivo de estabelecer condições adequadas de armazenamento e transporte de remédios.

Além desse manual, é necessário que as empresas estejam em dia com algumas Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs) da Anvisa, como a RDC 39/2013.

Esse manual é considerado essencial para a execução de um serviço de qualidade, pois esclarece os procedimentos administrativos para concessão da Certificação de Boas Práticas de Fabricação, Distribuição e/ou Armazenagem de Medicamentos, Produtos para a Saúde e Insumos Farmacêuticos.

A distribuição dessa mercadoria também está condicionada à presença de um farmacêutico, que terá a identificar as necessidades do produto e qualquer problema relacionado a ele, bem como evitar que tenham suas características alteradas.

Cuidados no transporte de medicamentos

A gestão dos processos, o cumprimento das normas e legislações, assim como a importância de usar um sistema logístico inteligente e eficaz, garantem que os remédios cheguem ao seu destino final com a qualidade de fábrica.

Por esse motivo, as operadoras logísticas precisam tomar algumas providências para que os aspectos químicos, físicos, terapêuticos e toxicológicos dos medicamentos sejam preservados.

É necessário iniciar o processo bem antes do transporte, ainda na área de armazenagem. É fundamental manter a temperatura adequada dos produtos, principalmente daqueles que são termossensíveis. Em outras palavras, os armazéns precisam contar com câmaras frias, geladeiras e sistemas de temperatura que façam o monitoramento, considerando as necessidades específicas dos remédios.

As embalagens também são parte fundamental do processo. Isso porque é preciso que as caixas utilizadas tenham o tamanho certo, a fim de evitar avarias e outros problemas.

É válido ressaltar que alguns medicamentos, como quimioterápicos e insulinas, precisam de recipientes especiais – caixas de isopor ou maletas térmicas.

No entanto, se tratando deste tipo de produto, o transporte de medicamentos é um dos momentos mais cruciais.

Também é extremamente importante utilizar veículos adaptados, com termômetros, geladeiras, entre outros, é necessário planejar muito bem as rotas, evitando vias com tráfego intenso ou de difícil acesso.

Com tudo isso, existe ainda a possibilidade de fazer o rastreamento da carga, o que garante maior sucesso nas operações e, principalmente, o cumprimento das rotas.

O monitoramento possibilita, ainda, identificar problemas de forma mais ágil, como roubos e acidentes, tornando as ações mais eficazes.