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19
09
2020

Como funciona o transporte de cargas perigosas

Tag
logística
logística para e-commerce
transporte

Há diferentes tipos de cargas perigosas regulamentadas no Brasil. Trata-se de um conhecimento indispensável para motoristas, empresas que produzem e comercializam este tipo de produto e, certamente, para as transportadoras e empresas de logística

A gestão de riscos na logística é um assunto fundamental, uma vez que os problemas que aconteçam nessa etapa afetam a produtividade da empresa como um todo. Entre todas as suas etapas, a segurança do transporte de cargas é essencial. Como a atividade de movimentação de carga pressupõe a coordenação de operações internas e externas, o controle deve ser preciso e rigoroso para que tudo corra bem.

Nas estradas, os imprevistos podem ser muitos, e as consequências podem ser críticas para a performance na logística de uma empresa. Nesse caminho, empresas de logística precisam se preparar para contornar os dilemas frequentes na gestão de transportes. Entre tantas soluções, iniciativas como investimento em inovação e automatização do controle e da comunicação são exemplos de ideias capazes de aprimorar os processos e reduzir perdas e riscos. 

.Estados, como Minas Gerais, por exemplo, definiram leis para aumentar o controle e minimizar o efeito dos acidentes com cargas perigosas que estavam se tornando frequentes. A Lei Estadual 22.805, de 29 de dezembro de 2017, e o Decreto 47.629, de 01 de abril de 2019, preveem maior agilidade na resposta das ocorrências de qualquer evento com produtos danosos, ou seja, associado a cargas perigosas.

E claro, do informe imediato às autoridades sobre o acidente com produtos ou resíduos perigosos. Entenda como funciona o transporte de cargas perigosas no Brasil.

Como funciona o tranporte de cargas perigosas 

Como funciona o transporte de cargas perigosas

Produtos ou cargas perigosas tratam-se de materiais que podem de alguma maneira prejudicar o meio ambiente, pessoas, ou animais. As cargas perigosas estão regulamentadas pela Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, cujo órgão responsável é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Em resumo, são considerados tipos de cargas perigosas aquelas de origem química, biológica ou radiológica que representem algum risco para a população, ou ao meio ambiente.

É fundamental conhecer cada um dos tipos de cargas perigosas para facilitar o gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas

Afinal, quais sãos os tipos de Cargas Perigosas

  • explosivos: são substâncias que produzem grandes quantidades de gases e calor. Os exemplos mais comuns são a nitroglicerina e a pólvora;
  • gases: dispersam-se com facilidade no ar e, muitas vezes, não apresentam odor ou cor, como é o caso do gás de cozinha, do cloro e da amônia;
  • líquidos inflamáveis: são produtos que geram uma reação de combustão quando em altas temperaturas. Esse é o exemplo de combustíveis como a gasolina, o álcool e o óleo diesel;
  • sólidos inflamáveis: são substâncias que se tornam inflamáveis em contato com as chamas ou com a ocorrência de atrito, como o enxofre;
  • substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos: são materiais que podem liberar oxigênio e, portanto, são capazes de gerar incêndios causados por peróxido de hidrogênio (água oxigenada);
  • substâncias tóxicas e substâncias infectantes: são produtos químicos capazes de causar danos sérios à saúde, mesmo em pequenas quantidades. Um exemplo comum é o pesticida;
  • material radioativo: são utilizados na área industrial e até mesmo no setor hospitalar. Entretanto, apresentam riscos, pois a energia liberada é invisível e, para a sua detecção, deve-se recorrer a aparelhos especializados. Somente a blindagem do contêiner garante que a radioatividade não se espalhe;
  • substâncias corrosivas: em seu estado sólido ou líquido, esse tipo de material pode causar queimaduras se entrar em contato com a pele. Alguns exemplos são o ácido sulfúrico e o hidróxido de sódio (comumente chamado de soda cáustica);
  • substâncias e artigos perigosos diversos: essa categoria engloba os produtos que, por inúmeras razões, não se enquadram nas demais classes. Podem-se citar como exemplo as baterias de lítio.

E agora, diante de toda essa periculosidade, como funciona o transporte de cargas perigosas?

Transporte de cargas perigosas: tipos de caminhões mais indicados 

Como funciona o transporte de cargas perigosas

Além do motorista da legislação de trânsito ser  bastante rígida no que diz respeito à qualificação do motorista que trafega com substâncias químicas, assim como há uma preocupação em torno de sinalização e embalagens desses produtos, uma das regras mais importantes tem a ver com a “acomodação” adequada das cargas perigosas para garantir que o transporte seja seguro. Dessa forma, é fundamental escolher corretamente o veículo, que servirá como a “embalagem” da carga completa.

Acompanhe quais são os tipos mais populares de veículos para transporte de cargas perigosas e entenda qual é a indicação de cada um para os diferentes tipos.

Tanque

O caminhão-tanque é um dos tipos mais famosos e utilizados, sobretudo para as cargas que exigem atenção especial. Como seu corpo é metálico de alta integridade, permite o transporte de líquidos inflamáveis com total segurança. À depender do caso, pode ser usado para transportar gases, inflamáveis ou não. Ao funcionar como um vaso de pressão, evita reações indesejadas e, com isso, vazamentos ou acidentes

Baú

O caminhão-baú é uma escolha popular por oferecer adaptação e até mesmo a criação de condições específicas para o transporte. Se a carga precisa ser mantida em uma temperatura mais baixa, por exemplo, é possível recorrer à versão refrigerada ou climatizada.

Além disso, suas dimensões também servem como elemento de isolamento para certos componentes radioativos. Desde que seja feito com o material correto, permite a movimentação rodoviária segura.

Basculante

O caminhão basculante tem um funcionamento móvel perfeito para a descarga segura e eficiente. E tem boa capacidade e oferece boas condições de isolamento para um transporte eficiente. Essa é uma opção especialmente utilizada para a movimentação de compostos minerais, como o minério de ferro. Seguindo a lei, produtos do tipo são considerados perigosos pelo potencial de contaminação, então o uso desse modelo se torna essencial.

Sider

O caminhão sider é bem semelhante ao modelo baú e, muitas vezes, é usado para transportar veículos de maneira discreta. Porém, sua capacidade de isolamento aliada a dimensões permite que ele seja usado na modalidade de carga perigosa.

Essa carroceria é fechada por lona, então não pode ser usada para movimentar líquidos ou gases. Contudo, produtos sólidos e embalados de modo adequado são facilmente movimentados.

Bitrem

Como funciona o transporte de cargas perigosas

Já o bitrem é uma excelente opção de transporte formada por dois semirreboques, que são unidos com a ajuda de uma quinta roda de apoio. Na verdade, esse é um modelo de carroceria, a qual é transportada por um veículo tipo cavalo mecânico.

Ele é muito versátil e pode transportar diversos líquidos e componentes inflamáveis de alta estabilidade. No entanto, deve respeitar todas as condições por causa do engate, que pode causar vibrações.

Rodotrem

Assim como o Bitremrodotrem também é formado por semirreboques, mas não se limita a 2 deles. Algumas versões muito usadas têm 9 eixos, com possibilidade de variar, de acordo com as necessidades. Essa opção de carroceria também tem como base um cavalo mecânico e utiliza a lona em sua estrutura. Porém, oferece bastante segurança e é especialmente relevante para a movimentação pesada.

Porta-contêiner

O caminhão porta-contêiner, na realidade, é composto por uma longa plataforma que oferece máxima estabilidade. Sobre ela, pode ser transportado um contêiner metálico de dimensões padronizadas. A grande diferença é que algumas cargas podem ser movimentadas nessas unidades metálicas, como certos componentes radioativos. Inclusive, é uma alternativa para o transporte multimodal, como o que chega de ou vai para uma hidrovia.

Diante dessas informações, a escolha do caminhão e da carroceria depende das demandas de cada tipo de carga. Simultaneamente a isso, é essencial pensar em questões como o volume, a facilidade de carga, descarga e a segurança em relação à estabilidade.

E mais que isso, qualquer veículo utilizado nesse processo deve passar por manutenção frequente e deve respeitar as regras previstas pela legislação. Apenas assim pode-se garantir que a o transporte de cargas perigosas tenha o menor nível possível de riscos. Inclusive, é uma condição necessária para a obtenção da documentação adequada.

Uma coisa é certa: os riscos dos tipos de cargas perigosas são potencializados com falta a ausência de uma logística eficiente! A Pier8 pode ajudar com soluções em logísticas para empresas de sucesso! Entre em contato conosco através do formulário , podemos tirar todas suas dúvidas! :) 

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transporte

Como funciona o transporte de cargas perigosas

Há diferentes tipos de cargas perigosas regulamentadas no Brasil. Trata-se de um conhecimento indispensável para motoristas, empresas que produzem e comercializam este tipo de produto e, certamente, para as transportadoras e empresas de logística

A gestão de riscos na logística é um assunto fundamental, uma vez que os problemas que aconteçam nessa etapa afetam a produtividade da empresa como um todo. Entre todas as suas etapas, a segurança do transporte de cargas é essencial. Como a atividade de movimentação de carga pressupõe a coordenação de operações internas e externas, o controle deve ser preciso e rigoroso para que tudo corra bem.

Nas estradas, os imprevistos podem ser muitos, e as consequências podem ser críticas para a performance na logística de uma empresa. Nesse caminho, empresas de logística precisam se preparar para contornar os dilemas frequentes na gestão de transportes. Entre tantas soluções, iniciativas como investimento em inovação e automatização do controle e da comunicação são exemplos de ideias capazes de aprimorar os processos e reduzir perdas e riscos. 

.Estados, como Minas Gerais, por exemplo, definiram leis para aumentar o controle e minimizar o efeito dos acidentes com cargas perigosas que estavam se tornando frequentes. A Lei Estadual 22.805, de 29 de dezembro de 2017, e o Decreto 47.629, de 01 de abril de 2019, preveem maior agilidade na resposta das ocorrências de qualquer evento com produtos danosos, ou seja, associado a cargas perigosas.

E claro, do informe imediato às autoridades sobre o acidente com produtos ou resíduos perigosos. Entenda como funciona o transporte de cargas perigosas no Brasil.

Como funciona o tranporte de cargas perigosas 

Como funciona o transporte de cargas perigosas

Produtos ou cargas perigosas tratam-se de materiais que podem de alguma maneira prejudicar o meio ambiente, pessoas, ou animais. As cargas perigosas estão regulamentadas pela Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, cujo órgão responsável é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Em resumo, são considerados tipos de cargas perigosas aquelas de origem química, biológica ou radiológica que representem algum risco para a população, ou ao meio ambiente.

É fundamental conhecer cada um dos tipos de cargas perigosas para facilitar o gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas

Afinal, quais sãos os tipos de Cargas Perigosas

  • explosivos: são substâncias que produzem grandes quantidades de gases e calor. Os exemplos mais comuns são a nitroglicerina e a pólvora;
  • gases: dispersam-se com facilidade no ar e, muitas vezes, não apresentam odor ou cor, como é o caso do gás de cozinha, do cloro e da amônia;
  • líquidos inflamáveis: são produtos que geram uma reação de combustão quando em altas temperaturas. Esse é o exemplo de combustíveis como a gasolina, o álcool e o óleo diesel;
  • sólidos inflamáveis: são substâncias que se tornam inflamáveis em contato com as chamas ou com a ocorrência de atrito, como o enxofre;
  • substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos: são materiais que podem liberar oxigênio e, portanto, são capazes de gerar incêndios causados por peróxido de hidrogênio (água oxigenada);
  • substâncias tóxicas e substâncias infectantes: são produtos químicos capazes de causar danos sérios à saúde, mesmo em pequenas quantidades. Um exemplo comum é o pesticida;
  • material radioativo: são utilizados na área industrial e até mesmo no setor hospitalar. Entretanto, apresentam riscos, pois a energia liberada é invisível e, para a sua detecção, deve-se recorrer a aparelhos especializados. Somente a blindagem do contêiner garante que a radioatividade não se espalhe;
  • substâncias corrosivas: em seu estado sólido ou líquido, esse tipo de material pode causar queimaduras se entrar em contato com a pele. Alguns exemplos são o ácido sulfúrico e o hidróxido de sódio (comumente chamado de soda cáustica);
  • substâncias e artigos perigosos diversos: essa categoria engloba os produtos que, por inúmeras razões, não se enquadram nas demais classes. Podem-se citar como exemplo as baterias de lítio.

E agora, diante de toda essa periculosidade, como funciona o transporte de cargas perigosas?

Transporte de cargas perigosas: tipos de caminhões mais indicados 

Como funciona o transporte de cargas perigosas

Além do motorista da legislação de trânsito ser  bastante rígida no que diz respeito à qualificação do motorista que trafega com substâncias químicas, assim como há uma preocupação em torno de sinalização e embalagens desses produtos, uma das regras mais importantes tem a ver com a “acomodação” adequada das cargas perigosas para garantir que o transporte seja seguro. Dessa forma, é fundamental escolher corretamente o veículo, que servirá como a “embalagem” da carga completa.

Acompanhe quais são os tipos mais populares de veículos para transporte de cargas perigosas e entenda qual é a indicação de cada um para os diferentes tipos.

Tanque

O caminhão-tanque é um dos tipos mais famosos e utilizados, sobretudo para as cargas que exigem atenção especial. Como seu corpo é metálico de alta integridade, permite o transporte de líquidos inflamáveis com total segurança. À depender do caso, pode ser usado para transportar gases, inflamáveis ou não. Ao funcionar como um vaso de pressão, evita reações indesejadas e, com isso, vazamentos ou acidentes

Baú

O caminhão-baú é uma escolha popular por oferecer adaptação e até mesmo a criação de condições específicas para o transporte. Se a carga precisa ser mantida em uma temperatura mais baixa, por exemplo, é possível recorrer à versão refrigerada ou climatizada.

Além disso, suas dimensões também servem como elemento de isolamento para certos componentes radioativos. Desde que seja feito com o material correto, permite a movimentação rodoviária segura.

Basculante

O caminhão basculante tem um funcionamento móvel perfeito para a descarga segura e eficiente. E tem boa capacidade e oferece boas condições de isolamento para um transporte eficiente. Essa é uma opção especialmente utilizada para a movimentação de compostos minerais, como o minério de ferro. Seguindo a lei, produtos do tipo são considerados perigosos pelo potencial de contaminação, então o uso desse modelo se torna essencial.

Sider

O caminhão sider é bem semelhante ao modelo baú e, muitas vezes, é usado para transportar veículos de maneira discreta. Porém, sua capacidade de isolamento aliada a dimensões permite que ele seja usado na modalidade de carga perigosa.

Essa carroceria é fechada por lona, então não pode ser usada para movimentar líquidos ou gases. Contudo, produtos sólidos e embalados de modo adequado são facilmente movimentados.

Bitrem

Como funciona o transporte de cargas perigosas

Já o bitrem é uma excelente opção de transporte formada por dois semirreboques, que são unidos com a ajuda de uma quinta roda de apoio. Na verdade, esse é um modelo de carroceria, a qual é transportada por um veículo tipo cavalo mecânico.

Ele é muito versátil e pode transportar diversos líquidos e componentes inflamáveis de alta estabilidade. No entanto, deve respeitar todas as condições por causa do engate, que pode causar vibrações.

Rodotrem

Assim como o Bitremrodotrem também é formado por semirreboques, mas não se limita a 2 deles. Algumas versões muito usadas têm 9 eixos, com possibilidade de variar, de acordo com as necessidades. Essa opção de carroceria também tem como base um cavalo mecânico e utiliza a lona em sua estrutura. Porém, oferece bastante segurança e é especialmente relevante para a movimentação pesada.

Porta-contêiner

O caminhão porta-contêiner, na realidade, é composto por uma longa plataforma que oferece máxima estabilidade. Sobre ela, pode ser transportado um contêiner metálico de dimensões padronizadas. A grande diferença é que algumas cargas podem ser movimentadas nessas unidades metálicas, como certos componentes radioativos. Inclusive, é uma alternativa para o transporte multimodal, como o que chega de ou vai para uma hidrovia.

Diante dessas informações, a escolha do caminhão e da carroceria depende das demandas de cada tipo de carga. Simultaneamente a isso, é essencial pensar em questões como o volume, a facilidade de carga, descarga e a segurança em relação à estabilidade.

E mais que isso, qualquer veículo utilizado nesse processo deve passar por manutenção frequente e deve respeitar as regras previstas pela legislação. Apenas assim pode-se garantir que a o transporte de cargas perigosas tenha o menor nível possível de riscos. Inclusive, é uma condição necessária para a obtenção da documentação adequada.

Uma coisa é certa: os riscos dos tipos de cargas perigosas são potencializados com falta a ausência de uma logística eficiente! A Pier8 pode ajudar com soluções em logísticas para empresas de sucesso! Entre em contato conosco através do formulário , podemos tirar todas suas dúvidas! :) 

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